Entre as artes e as ciências, as teorias e as práticas, a criação e a crítica, a academia e os universos profissional e amador, a etnocenologia trata da diversidade das formas humanas de espetáculo: teatros, danças, circos, músicas em cena, happenings, performances, folguedos, ritos e, até, ações da vida cotidiana coletiva (quando vistas como espetaculares).

 

Contexto

Proposta em 1995, na UNESCO, em Paris, pela Universidade de Paris VIII e pela Maison des Cultures du Monde, num colóquio que reuniu pessoas atuantes nas artes do espetáculo, no âmbito profissional, em universidades e em outras  instituições culturais. Outros colóquios internacionais foram realizados em Cuernavaca, Morelos, México (em 1996), Salvador, Bahia, Brasil (em 1997 e em 2007), Paris, França (em 2005) e Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil (em 2009) – ver aqui em EVENTOS.

Já tendo produzido livros e periódicos, alguns dos quais disponíveis aqui em BIBLIOTECA, a etnocenologia também tem gerado teses e dissertações acadêmicas no Brasil e na França, onde se encontram seus principais núcleos de pesquisa. Respectivamente, na UFBA, no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas PPGAC/ UFBA e no Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão em Contemporaneidade, Imaginário e Teatralidade – GIPE-CIT, e na Universidade de Paris VIII, atualmente Université Paris Nord Villetaneuse Saint Denis (antes Paris VIII Vincennes Saint Denis), em colaboração com a Maison des Sciences de l’Homme Paris Nord - MSHPN.

Em 2007 foram criados, na França, a Société Française d’Ethnoscénologie SOFETH, e, no Brasil, o Grupo de Trabalho de Etnocenologia, na Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas – ABRACE.

No Brasil, etnocenologia é disciplina universitária na UFBA e na UFPA e há pesquisadores, artistas e professores, vinculados ao GT de Etnocenologia da ABRACE, entre outras instituições, na UFRGS, UFMG, UNIRIO, UNB, UFPA, UFRN, UNEB e UFBA.