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Por que um VI Colóquio Internacional de Etnocenolgia no contexto do Ano da França no Brasil 2009 No final do século XX, tomando como modelo a etnomusicologia, foi proposta a criação da etnocenologia. A iniciativa coube a um grupo de pesquisadores (Jean Duvignaud, Jean-Marie Pradier e André Marcel D’Ans) e de gestores da cultura (Chérif Khaznadar e Françoise Gründ), na França, com a participação de colegas de muitos outros países, entre os quais, o Brasil. Essa nova etnociência, dedicada às artes do espetáculo e aos comportamentos e práticas espetaculares humanos organizados, em 1995, foi motivo de um primeiro colóquio internacional, na sede da UNESCO e na Maison des Cultures du Monde, em Paris, França. Após dois outros colóquios internacionais, realizados com periodicidade anual, um em Cuernavaca, Morelos, México, em 1996, e outro em Salvador, Bahia, Brasil, em 1997, a etnocenologia motivou publicações, especialmente no Brasil e na França, e seminários, também principalmente nesses dois países, nas universidades de Paris VIII, em Saint Denis, e Federal da Bahia - UFBA, em Salvador. Desse modo, essas instituições se transformaram em seus principais centros de pesquisa. Após sete anos de interrupção da realização regular de colóquios internacionais, em 2005, teve início nova série de colóquios internacionais, agora com a periodicidade bienal e a ampliação da participação de outros grupos de pesquisa e universidades, sobretudo franceses e brasileiros. Assim, após o IV Colóquio, cuja instituição anfitriã foi a Universidade de Paris VIII, em 2005, e o V, que teve na UFBA a equipe receptiva, em 2007, mas já com a importante presença de instituições universitárias francesas e latino-americanas, vinculadas ao projeto ARCUS, entre as quais destacando-se, por sua liderança, a Universidade de Paris X, Nanterre, prepara-se o VI Colóquio, tendo como universidade anfitriã a Federal de Minas Gerais - UFMG, avaliada pelas instâncias brasileiras competentes do Ministério da Educação como a melhor universidade pública do país, com a qual a UFBA mantém relações institucionais há mais de dez anos. Interligas por termos de cooperação formal e por formas de ações de intercâmbio, UFBA, UFMG, Paris VIII e Paris X revelam a emergente consolidação de uma rede internacional de pesquisa que tem na etnocenologia um de seus pilares epistemológicos e metodológicos. A realização do VI Colóquio Internacional de Etnocenologia, no contexto do Ano da França no Brasil, em 2009, retoma a nova série de eventos acadêmicos internacionais bienais, iniciada no contexto do Ano do Brasil na França, em 2005, quando se realizou o IV Colóquio. Por outro lado, esse fato reafirma a importância do diálogo França/ Brasil, bem como a tradição intelectual francesa no campo do interesse pela diversidade humana e pelas artes o espetáculo e a mais recente qualidade brasileira nesse mesmo âmbito, que tem, no Brasil, um de seus mais importantes laboratórios. |