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GT Capoeiras Local: Espaço Verde/ Prédio do curso de Teatro/ EBA Coordenadores: Ernani Maletta (UFMG) e Laure Garrabé (Paris VIII) A cena luso-afro-brasileira: matrizes estéticas e culturais do teatro de língua portuguesa Alex Beigui de Paiva Cavalcante UFRN Devido aos esparsos trabalhos acerca das matrizes estéticas e culturais que envolvem a produção, influência e interferências das formas de criação teatral entre países de língua portuguesa, através, sobretudo, de um estudo comparado que possibilite o diálogo, bem como o mapeamento crítico-analítico de um conjunto significativo de grupos e de manifestações artísticas nos diferentes países (continentes) ligados pela língua e, parte significativa desses territórios, pela cultura, tornou-se cada vez mais difícil a identificação de elos e correntes de força que ligam o teatro contemporâneo ás formas cênicas dentro de uma ampla e comparada perspectiva histórica. A influência das matrizes cênico-dramatúrgicas de língua francesa, inglesa e alemã se sobrepôs seja por meio de uma influência inegável da crítica teatral brasileira, preocupada principalmente em equacionar a distância entre referente e tradição européia, seja por meio ainda de uma visão colonialista de absorção de modelos exógenos, cuja disseminação aponta para o recente e inevitável enfrentamento dos núcleos de discussão e debates acerca da produção cênica entre os povos ibero-afro-brasileiros, incluindo o Timor Leste. A pesquisa teve início em Maputo – Moçambique. Cavalo marinho da Zona da Mata Norte de Pernambuco: oralidade e dramaturgia Carolina Dias Laranjeira, UFBA, Dançarina. Mestrado em Artes (IA-UNICAMP) / Doutoranda em Artes Cênicas (PPGAC-UFBA) Universidade Federal da Bahia (UFBA) Palavras-chave: Cavalo Marinho, Cultura Popular, Dança, Teatro. Este trabalho apresenta reflexões a respeito da dramaturgia da cena na brincadeira do Cavalo Marinho, mais especificamente do Brinquedo Estrela de Ouro da cidade de Condado (Zona da Mata de Pernambuco). Considerando o conceito de dramaturgia ligado ao corpo e não na sua acepção vinculada ao texto teatral escrito, trato dos nexos de sentido da brincadeira a partir de análises que apontam aspectos de sua oralidade e suas relações com as dinâmicas dos corpos e das cenas. As experiências como brincante, dançarina e pesquisadora constituem a trama, lugar de partida para esta narrativa teórica envolvendo culturas distintas e a possibilidade de algumas convergências entre elas. Situando-me no contexto da pesquisa em artes cênicas com interface na chamada cultura popular, e considerando esse campo em processo de construção, procuro problematizar o conceito de dramaturgia questionando sua adequação ou não ao tema do Cavalo Marinho. A cena da capoeira contemporânea Catalina Salazar Granados Desenhista publicitária / Docente de práticas corporais Universidade Veritas O interesse por investigar a Capoeira da atualidade nasceu por causa de uma somatória de questionamentos e necessidades surgidas como estudiosa das artes e aprendiz desta manifestação, a qual resulta sendo um fenômeno multidisciplinar em permanente estado de transformação e parte da cena artística contemporânea. Devido à carência de referências teóricas-práticas na Colômbia, considero necessário aprofundar nas bases que sustentam a Capoeira com o fim de dar substância a sua prática e ensino fora do Brasil. Tenho por objeto de estudo as ambivalências entre os modelos da Capoeira Contemporânea1 praticada em Salvador, Brasil e Bogotá, Colômbia, quanto aos fundamentos, método de ensino, formato de liderança, finalidade da prática e a sua inserção social e cultural. Na perspectiva de identificação dos processos de apropriação e re-significação adotados, será necessário descrever as diferenças e semelhanças detectadas entre os grupos selecionados em cada cidade. O meu objetivo é realizar uma análise comparativa na busca de alternativas e possíveis mecanismos, que fomentem o conhecimento e a interação cultural, a favor do melhoramento da qualidade do ensino e do incremento da participação social. É a Etnocenologia o eixo fundamental que guiará o meu projeto de pesquisa. Danças afro-brasileiras a partir de Mercedes Baptista: rompendo paradigmas hegemônicos Evandro dos Passos Xavier Universidade Estadual Paulista - "Júlio de Mesquita" - UNESP Pós Graduando em Estudos Africanos e Afro-brasileiros pela PUC/Minas / Mestrando em Artes Cênicas pela UNESP / Bolsista FORD Palavras Chaves: Desmistifica, Panorama, Concepções, práticas. O trabalho a ser apresentado tem como proposta mostrar um panorama da dança afro-brasileira e ou danças de matrizes africanas a partir da coreógrafa Mercedes Baptista, suas concepções e práticas em Belo Horizonte, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Salvador, desmistificando o valor apenas “folclorico e ou exótico”, ainda hoje, atribuído a essas atividades no cenário artístico/cultural e acadêmico brasileiro. Apresentando ainda práticas em projetos sociais, escolas de ensino médio e fundamental enquanto atividades que possibilitam implementação do ensino de História e Cultura Afro-brasileira a crianças, adolescentes e jovens em fase escolar, contribuindo na erradicação de práticas racistas e preconceituosas das manifestações de origens africanas. Cartografia do corpo brincante no Maracatu Rei de Paus do Ceará Jorge Luiz de Paula Pesquisador,Coreógrafo,Bailarino, e Professor de dança / Mestrando em Dança / Bolsista Capes UFBA / Programa de Pós-graduação em Dança Palavras-chaves: cartografia, maracatu, corpo brincante, cultura, dança O presente trabalho,discute questões referentes ao Maracatu do Ceará, que é um cortejo de rua que ocorre na capital cearense na época do carnaval desde meados do século XX, que é freqüentemente descrito como uma manifestação popular em homenagem aos reis negros africanos. Os brincantes são do sexo masculino e vestem-se de mulher usando também o chamado “falso negrume”, uma tintura preta especial que é aplicada sobre a pele, e apresentam-se ao som do “ritmo dolente” dos tambores.Pois o processo cartográfico no maracatu,envolve novos saberes com várias configurações no corpo brincante que dança. O teatro de bonecos em espetáculos populares de Pernambuco: uma análise do cavalo marinho e do mamulengo Karla Juliana Pinto da Silva UFPE Palavras-chave: teatro de bonecos, cavalo marinho, mamulengo, etnocenologia Apresentamos uma reflexão acerca do uso de bonecos em espetáculos populares de Pernambuco, através de uma abordagem geral dessa utilização em manifestações espetaculares organizadas pelo povo, tais como o Maracatu, realizando uma análise mais aprofundada dos folguedos do Cavalo Marinho e do Mamulengo. Através de revisão bibliográfica, observação e entrevistas semi-estruturadas com os brincantes de tais manifestações, fizemos uma breve abordagem histórica e conceitual desses gêneros espetaculares e dos folguedos, além de uma análise dos espetáculos dando um recorte, no caso do Cavalo Marinho, nos momentos da representação em que ocorre o uso de bonecos. A partir disso, discorremos numa reflexão sobre a natureza desses objetos, sua ligação com a representação, com o espaço e com o corpo dos brincantes, seu sistema de utilização e da dimensão funcional e simbólica desses artefatos. Para isso, utilizamos referenciais teóricos do campo do teatro, do folclore, do teatro de animação, da semiótica, do design e do saber popular numa abordagem etnocenológica do uso de bonecos nos espetáculos populares de Pernambuco a fim de contribuir para uma integração dos saberes em artes do espetáculo e para a produção artística contemporânea. Saberes ordinários e fulgurância artística: da estética no maracatu de baque solto Laure Garrabé Doutoranda Université Paris VIII – Laboratoire d’Ethnoscénologie (EA 1573) Palavras-chave: Estética ; antropologia estética; performatividade; maracatu; etnocenologia O Maracatu-de-Baque-Solto (MBS) é uma brincadeira da Zona da Mata Norte de PE. Ela pertence à dita cultura popular e é alçada no carnaval do Recife como exceção cultural do estado. Se hoje é apresentado apenas como “brinquedo carnavalesco”, representação altamente difundida pela mídia de massa e o poder acadêmico dos cientistas, a outra modalidade do MBS, as ditas “noites de sambada”, não esta mobilizada como objeto de saber. Nestas duas modalidades, carnaval e sambada, os modos de fazer e dizer o MBS são quase opostos: a primeira projeta-o no mundo e gera reconhecimento, mas formata-o conseqüentemente à adaptação cênica e às ditas do concurso carnavalesco; assim aparece submetido às políticas culturais sendo também as da espectacularidade. A segunda abre um espaço de liberdade para as expressividades necessárias a sua dinâmica, sob a lei da perfomatividade, mas num movimento de idealização dos saberes. Considerar uma delas sem a outra remeteria obviamente a reproduzir a bipolaridade na qual o MBS é geralmente construído. A análise dos usos do corpo nelas revela a complexidade das suas negociações de poder e saber. Pretende-se contribuir a especificação do instrumento metodológico “performatividade”, a partir do regime estético do MBS. Este último consegue mostrar como a relação produzida no campo da chamada estética, se confunde com a produção de política. Roda de capoeira: ritual e espetáculo Maíra Cesarino Soares Mestranda em Artes / Atriz e instrutora de capoeira UFMG Palavras-chave: capoeira, espetáculo e ritual Este estudo destaca a potência cênica da capoeira, apontando elementos ritualísticos e espetaculares dessa manifestação popular brasileira. A capoeira é uma prática cultural espetacular que reúne aspectos de luta, jogo, dança, ritual, espetáculo, música, esporte e brincadeira. O eixo de investigação utilizado por esta pesquisa é o da etnocenologia – campo de conhecimento com abordagem pluridisciplinar que associa profissionais, pesquisadores e praticantes de uma prática espetacular (BIÃO,1998). Parte-se dos conceitos de ritual e espetáculo estudados por Veiga (2008) e de três conceitos do âmbito epistemológico dos objetos propostos por Bião (2007): “Teatralidade”, “Espetacularidade” e “Estados de corpo”. A pesquisa defende a idéia de que a roda de capoeira é um ritual para seus praticantes e pode ser vista como um espetáculo, para quem a observa. Os próprios capoeiristas que compõem podem ser considerados público, que participa cantando e torcendo pelos jogadores. Quem está de fora, apenas assistindo à roda, também pode aproximar-se, juntar-se ao círculo e participar do coro ou até entrar na roda, atuar como público ou como ator. Outro elemento analisado será o “Estado de corpo” alterado dos participantes da roda. Os corpos dos capoeiristas, durante uma roda, se expressam de maneira diferente do modo como se comportam em suas atividades comuns do cotidiano. Poéticas marajoaras na cena parafolclórica Maria Ana Oliveira de Azevedo Mestre em Artes Cênicas, pela Universidade Federal da Bahia. / Professora da Escola de Teatro e Dança Universidade Federal do Pará. Palavras-chave: Dança, performance e cultura marajoara O trabalho em tela apresenta o fazer artístico dos grupos parafolclóricos, os quais organizam seus espetáculos para o público em geral, interpretando as músicas e as danças da cultura de uma comunidade. Desse ambiente espetacular, o texto pretende comunicar os saberes marajoaras, por meio da linguagem corporal e simbólica. Da composição cênica é analisada a tríade batucar-cantar-dançar, sob o enfoque dos estudos da Etnocenologia e da categoria competência dos estudos da Performance, a partir da análise da performance do Grupo de Tradições Marajoara Cruzeirinho, do município de Soure, na Ilha do Marajó. A abordagem está dividida em três subtítulos: Primeiro, “Batucar-cantar: a espetacularidade musical”, discorre sobre o conjunto musical, elucidando os principais instrumentos utilizados nas performances do grupo e, segue, com comentários sobre a letra das músicas. Segundo, “Dançar: a espetacularidade coreográfica” focaliza o aprendizado das danças, a competência dos dançarinos, os aspectos principais do gestual e da movimentação coreográfica na dança do Lundu Marajoara e na dança em Homenagem ao Vaqueiro do Marajó e, por fim, a análise da organização geral, na dinâmica da apresentação dos espetáculos do grupo. O corpo do intérprete-criador e a capoeira na criação cênica Maria Marcia Alves Sobral, UFMG Integra o Núcleo de Pesquisa da Capoeira Angola, Escola de Belas Artes – UFMG (Coord. Prof. Dr. Jalver Bethônico). Licenciada em Letras Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas. Diretora de projetos e produção editorial da Associação Cultural Antenart – Teatro (BH-MG). Palavras-chave: Intérprete-criador. Capoeira. Criação Cênica. Performatividade. Dança. Práticas espetaculares organizadas de caráter popular como a capoeira representam importante referencial nas artes cênicas. São observados os processos de criação em três espetáculos na dança brasileira contemporânea pelo viés do intérprete-criador, corpo que dança, co-criador na construção cênica, tomado como o ponto de organização das informações do seu próprio percurso histórico. Discorre-se sobre a dinâmica operativa de criação no limite capoeira | dança em grupos oriundos de São Paulo, Bahia e Piauí, que incorporaram a prática da capoeira aos fazeres. Busca-se expor os possíveis elos entre formas de composição cênica, preparação corporal e interação com a capoeira, visando compreender a relação entre intérprete-criador e experimentações corporais a partir do saber de corpo na capoeira e seus aspectos de performatividade, impulsionando novas formas de relacionamento entre pesquisa artística e acadêmica sobre processos corporais imbricados em tais encontros. Capoeira: O possível “Contato-improvisação” entre jogadores Mateus Schimith Batista Ator / Graduado em Licenciatura de Artes Cênicas Universidade Federal de Ouro Preto - MG Que a capoeira é uma manifestação cultural, religiosa, legitimamente brasileira, resultado de uma miscigenação, em constante mudança, já se sabe, mas até que ponto é possível modificar a aplicação da técnica, respeitando sua ritualidade e história? Uma vez confluída com outra técnica, de dança, importada, como o contato-improvisação (de Steve Paxton), cria-se um vocabulário único para a pesquisa e aprimoramento do corpo do ator, assemelhando-se em vários pontos, como o respeito à circularidade, a compreensão da base e o movimento a partir do ritmo musical; e se diferenciando como a relação com o toque entre os jogadores e a hierarquização do grupo. Sobre isso, discutiu-se, em dezembro de 2007, um trabalho de composição de partituras corporais, tendo como base, no resultado artístico da ocasião, a junção de elementos fundamentais da capoeira, com os do contato-improvisação. Este artigo propõe a descrição e análise da partitura corporal formada na cena a partir da união destes treinamentos, dentro da Universidade Federal de Ouro Preto, na ocasião. Além disso, pretende-se estudar a gestualidade desta manifestação cultural brasileira para a construção corpórea do ator. Água de beber camará: performance, criatividade e improvisação cultural na capoeira Patrícia Campos Luce Capoeirista há 6 anos pelo Grupo Bantus Capoeira de Belo Horizonte, MG. Especialista em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. / Mestranda em Lazer Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG Palavras-chave: capoeira; drama; performance; ritual; teatro; criatividade; improvisação. Propõe-se, neste artigo, desenvolver uma reflexão teórica acerca da capoeira que dialoga com os estudos antropológicos das formas expressivas, focalizando, centralmente, a noção de performance, drama e ritual, sob a perspectiva de alguns dos autores considerados representantes desta discussão: Victor Turner, Clifford Geertz, Richard Schechner, John Dawsey, entre outros. Dentro desta perspectiva, aborda os pressupostos de criatividade e improvisação cultural levantados por Tim Ingold, Elizabeth Hallam, Karin Barber – entre outros. Reis coroados: quando “o encanto se quebra” e surge a brincadeira: um estudo da espetacularidade do reisado Discípulos de Mestre Pedro Rafael Rolim Farias Professor de Educação Musical, Brincante e Cordelista / Mestrando PPGAC/ UFBA Palavras-chave: Reisado de Congo, etnocenologia, espetacularidade, teatralidade A presente comunicação é fruto de nossa pesquisa de mestrado em andamento, que pretende desenvolver um estudo do Reisado de Congo Discípulos de Mestre Pedro, brinquedo popular típico da Região do Cariri cearense que é composto por quadros dramáticos, inspirados na temática dos Reis, e atua, há duas gerações, na cidade de Juazeiro do Norte/CE. Partindo dos conceitos de teatralidade e espetacularidade, ambos do âmbito epistemológico da etnocenologia, buscaremos contextualizar a trajetória do grupo e analisar o processo de construção de seus personagens e situações dramáticas, abordando a transmissão de saberes, a dimensão sagrada e mítica e a inserção do reisado na vida da comunidade local, trazendo e discutindo ritmos, letras e trupés da brincadeira. Neste percurso, deve-se ainda considerar a atuação do pesquisador como brincante do Reisado Discípulos de Mestre Pedro, o que lhe possibilita um olhar de dentro e a construção de uma abordagem interdisciplinar, que estabelece, entre o sujeito pesquisador e a pesquisa, uma relação de pertencimento. Capoeira angola e dança no século XXI - sobre pertencimento e atualidade Sandra Regina de Oliveira Santana UFBA Palavras-Chave: Capoeira Angola – Dança – Poética
Há muito que a capoeira angola baiana nos interessa. A mesma tem se revelado rico referencial para incursões coreográficas e também no que diz respeito a conseqüentes métodos de treinamento em dança, ao tempo em que nos aponta elementos constitutivos de uma espécie de corporeidade psico-social particular historicamente configurada: multiartística, um corpo/sujeito que, sem sair da sua base, ginga, negocia; um sujeito do despojamento corporal, da desenvoltura gestual/sexual, da força, flexibilidade, leveza e prontidão concomitantes, e dotado de imensa capacidade de improvisação – de responder criativamente às situações dadas. Dando prosseguimento aos estudos iniciados em nosso Mestrado (PPGAC/Ufba – 2002, “Capoeira Angola e Técnicas da Dança – Análise de Movimento e Descrição de Princípios para o Treinamento de Dançarinos”), investigaremos, agora, métodos de treinamento/preparação técnica vinculados necessariamente ao processo de criação de coreografias assim como os seus produtos daí decorrentes. Para tal, estaremos implantando um Laboratório Multidisciplinar de Pesquisas e Criação em Dança de Capoeira, sobre o que pretendemos discorrer nesta comunicação.
Corpos em performatividade: a visibilidade negra num movimento estético e sustentável Sara Passabon Amorim Mestre em Teatro / Professor(a) Universitária Centro Universitário São Camilo/ ES Palavras Chaves: performatividade, corpo negro, sustentabilidade e comunidade quilombola. “Corpos em performatividade”, visa apreciar o corpo negro em “atos” artísticos, que busca revelar uma expressão estética como referência para a construção da identidade étnico-racial e a organização de afro-descendentes na comunidade quilombola de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim – Espírito Santo. O estudo é centralizado na construção e elaboração das performances, através de elementos da tradição africana como o inseparável trio – “dançar-cantar-batucar" – que mantém também um movimento de sustentabilidade daquela comunidade. Numa estratégia interdisciplinar busca-se na Etnocenologia de Jean-Marie Pradier, e no conceito do ato performativo, estabelecidos entre Victor Turner e Richard Schechner, principalmente da definição de "restauração do comportamento” de Richard Schechner, ampliar o olhar de análise nas manifestações humanas extra-cotidianas espetacularmente organizadas. Diante da ideia de espectáculo/manifestação é compartilhado o conjunto de valores e hábitos, tanto sociais e comportamentais como estéticos num espaço comum de organização e expressão de culturas de resistências.
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